A JustaPaz – Centro de Transformação de Conflitos, Governação e Direitos Humanos está a contratar serviços de consultoria para a avaliação do projecto “Fortalecimento do desenvolvimento da comunidade por meio do empoderamento da mulher e rapariga”, implementado nas províncias de Inhambane, Sofala e Maputo. Informação Geral Projecto Fortalecimento do desenvolvimento da comunidade por meio do empoderamento da mulher e rapariga Organização JustaPaz – Centro de transformacao de conflitos, governação e direitos humanos. Entidade Financiadora Evangelisches Werk für Diakonie und Entwicklung Brot für die Welt Convénio Standard A – N.º do Projecto: A-MOZ-2024-0223 Área Geográfica Províncias de Inhambane, Sofala e Maputo Duração do Projecto Setembro de 2024 – Agosto de 2027 (36 meses) Duração da Avaliação Máximo 2 meses (8 semanas) Versão / Data Versão 1.0 | 30 de Setembro de 2026 Prazo de Submissão de Candidaturas Perfil da Organização Contratante A JustaPaz – Centro de Transformação de Conflitos, Governação e Direitos Humanos é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) moçambicana sem fins lucrativos e apartidária, com o objetivo de contribuir para a edificação da paz, respeito pelos direitos humanos e boa governação. Com sede em Maputo, a JustaPaz foi formalmente reconhecida como entidade jurídica de direito privado em 2007. Ao longo da sua existência, a JustaPaz implementou inúmeros projectos em quase todas províncias do país e operou em estreita parceria com várias instituições públicas de nível central e local para além de organizações da sociedade civil, bem como organizações da base comunitária e religiosa. Endereço: Av Herois Moçambicanos, 115. Matola – Hanhane.Telefone: 875724245 Contexto do Problema: violação dos direitos mulher e rapariga em Moçambique As mulheres e raparigas Moçambicana não têm gozado plenamente dos seus direitos em decorrência de uma conjugação de inúmeros factores desde culturais, políticos, económicos e ambientais. É consciente deste facto que através do seu Plano Quinquenal, o Governo de Moçambique se propõe a desenvolver um conjunto de acções que concorram para a promoção da igualdade de género e o combate aos males que contribuem para a não realização plena dos direitos daquele segmento populacional. A título exemplificativo, um dos males que o governo de Moçambique se propõe a combater, são as uniões prematuras que afectam as raparigas. E esta pretensão governamental, resulta da compreensão de que, no país, o número de menores envolvidas em uniões prematuras é extremamente alto. A este respeito, dados da UNICEF (2025) indicam que cerca de 48% das mulheres em Moçambique com idades entre os 20 e os 24 anos já foram casadas ou estiveram em uma situação de união antes dos 18 anos e 14% antes dos 15 anos. As uniões prematuras para além de prejudicar o direito que as meninas têm de escolher o seu cônjuge de forma consciente, também prejudicam a possibilidade de pleno usufruto do direito a educação, bem como expõem as raparigas a situações como gravidezes precoces e indesejadas e a doenças sexualmente transmissíveis. Descrição do Projecto O projecto fortalecimento do desenvolvimento da comunidade por meio do empoderamento da mulher e rapariga, implementado pela JustaPaz, entre 1 de Setembro de 2024 a 31 de Agosto de 2027, financiado pela Evangelisches Werk für Diakonie und Entwicklung Brot für die Welt (BfdW), tem como objectivo geral – “Contribuir para o empoderamento da mulher e rapariga na realização dos seus direitos à participação política, à educação e à renda”. A concretização deste objectivo é traduzido em 3 objectivos especificos em que cada um representa uma componente do projecto, nomeadamente: Objectivo especifico um Os direitos das mulheres e raparigas são promovidos pelos orgãos locais (conselhos consultivos, tribunais comunitarios e lideranças religiosas). As actividades ligadas a este objectivo especifico são implementados nos distritos de Jangamo, Funhalouro e Mabote na província de Inhambane e têm como grupos alvos, os membros dos conselhos consultivos distritais, juízes dos tribunais comunitários e lideres religiosos. Os três grupo alvos benefiaciam, numa base anual, de duas sessões de troca de experiências onde temas como suas competência e a sua ligação com a promoção dos direitos da mulheres e raparigas são discutidas. Com a realização das retromencionadas sessões, alguns dos produtos que se esperava obter se traduziam em: Membros dos conselhos consultivos (CCD) habilitados para advocar para uma maior incorporação das demandas comunitárias nos planos de desenvolvimento distrital Mulheres membros dos CCDs capacitadas e com habilidades para melhor intervir e fazer valer a suas preocupações ao nível deste órgão. Juízes e líderes religiosos preparados para mediar conflitos comunitários e promover diálogo inter-religioso Líderes religiosos preparados para o combate a VBG, uniões prematuras e promoção da igualdade de género. Objectivo específico dois Mulheres e raparigas são melhor emponderadas na defesa dos seus direitos. As meninas organizados em clubes de raparigas funcionando em escolas secundárias e básicas dos distritos anteriormente mencionados, para além de Chibabava e Buzi em Sofala, beneficiam de acções de troca de experiências, formações e debates que concorrem para a obtenção, dos seguintes produtos: Raparigas com conhecimento sobre (i) mecanismos de denuncia de uniões prematuras, (ii) recuperação de raparigas em situação de união prematura, (iii) métodos contracpetivos para prevenção de gravidezes precoces e infeções sexualmente transmissíveis, (iv) preservação do meio ambiente e mudanças climáticas. Raparigas com conhecimentos sobre saúde sexual reprodutiva, prevenção de HIV e métodos anticoncepcionais. Raparigas beneficiárias das bolsas de estudo formadas Objectivo especifico três Sociedade civil e o governo cooperam construtivamente na implementação e monitoria das recomendações da UPR. As acções deste objectivo são implementadas a 3 níveis nomeadamente: Local, Nacional e Internacional e concorrem para a obtenção dos seguintes produtos: Relatórios da sociedade civil sobre UPR, CEDAW e CADHP disponíveis Actores locais participando nos foruns internancionais sobre direitos humanos. As acções referentes ao aobjectivo especifico 3 são implementadas em Maputo. Esta é a primeira avaliação externa do Projecto, no entanto, o sistema de monitoria e avaliação (M&A) interno foi operacionalizado desde o início, com relatórios regulares de progresso submetidos à BfdW em conformidade com o preconizado no convénio. Partes Interessadas Relevantes Brot für die Welt (BfdW) – Berlim: entidade financiadora e parceira estratégica. Ministério da Justiça assuntos constitucionais e religiosos: parceiro institucional de referência no trabalho juntos dos juízes comunitários, líderes religiosos e na componente relativa a revisão periódica universal. Secretarias distritais de Jangamo, Funhalouro e Mabote: parceiros institucionais de referência no trabalho junto dos conselhos consultivos distritais Serviços distritais de Educação, juventude e Tecnologias de de Funhalouro, Mabote, Buzi e Chibabava: parceiros institucionais de referência no trabalho com os clubes de raparigas. Associação de Mulheres Para o Desenvolvimento Comunitário: organização parceira responsável pela implementação das acções do projecto na província de Sofala. Motivo e Objectivo da Avaliação Obrigação Contratual O Convénio de Cooperação celebrado entre a JustaPaz e a BfdW estabelece a obrigatoriedade de avaliações externas no âmbito do projecto, em conformidade com os critérios do CAD da OCDE e com os “Requisitos para a realização de avaliações de projectos” da BfdW. Os planos de implementação resultantes da avaliação e acordados com a BfdW são obrigatórias para a organização parceira. Motivação Estratégica e aprendizagem organizacional A JustaPaz pretende utilizar os resultados desta avaliação para: Verificar o grau de alcance dos objectivos específicos, indicadores e metas acordadas com a BfdW Analisar a eficácia e a eficiência do modelo de intervenção integrado adoptado pelo Projecto. Identificar lições aprendidas e boas práticas transferíveis para futuras intervenções em áreas similares a do actual projecto. Fundamentar a tomada de decisão sobre a continuidade, replicação ou escalonamento do modelo de intervenção a nível nacional Demonstrar resultados e prestação de contas perante a BfdW, os parceiros governamentais, de implementação, beneficiários do projecto e outras partes interessadas Alimentar o diálogo estratégico com potenciais financiadores para uma eventual continuidade do projecto Os resultados da avaliação serão partilhados com a BfdW, com todos parceiros e beneficiários do projecto sob formato adequado a cada audiência. A BfdW reserva-se o direito de partilhar a avaliação com outras entidades financiadoras, nos termos do convénio. Âmbito da Avaliação A avaliação cobre o período integral de implementação do Projecto até 30 de Novembro de 2026 em todos locais onde o mesmo é implementado e anteriormente indicados. Na avaliação serão analisadas todas as componentes do projecto, os respectivos objectivos específicos, realização das metas dos indicadores, incluindo os processos de gestão, controlo interno e parceria institucional. A avaliação deve incorporar transversalmente uma perspectiva de género e considerar o impacto diferenciado do projecto sobre grupos com necessidades específicas. Perguntas-Chave de Avaliação Para assegurar a qualidade exigida pelo doador, a avalição terá que ser feita à luz dos criterios CAD, nomeadamente, a relevância, a coeêencia, a eficácia, a eficiência, o impacto e sustentabilidade do projecto. O quadro abaixo, expelha as perguntas específicas que a avalição irá buscar responder. Importa, porém, sublinhar que não foram colocadas de forma independente questões relativas a coerência, em virtude de as respostas que serão produzidas nos restantes critérios CAD permitirem aferir o nível de coerência do projecto em avaliação. Relevância Em que medida estão os objetivos do projeto alinhados com as necessidades do grupo-alvo? Em que medida é a conceção do projecto plausível, apropriada e realista (em termos técnicos, organizacionais e financeiros)? Eficácia Em que medida os objetivos do projecto foram ou se espera que sejam alcançados? Que fatores foram decisivos para a realização ou não realização dos objetivos do projeto? Eficiencia Em que medida foram os inputs do projeto (recursos financeiros, humanos e materiais) utilizados com parcimónia em relação aos resultados produzidos (produtos, bens de capital e serviços) (eficiência de produção)? Em que medida é adequada a relação entre os inputs e os impactos alcançados pelo projeto (eficiência da afetação)? Impacto Em que medida é que os efeitos globais pretendidos/não pretendidos ou positivos/negativos são identificáveis ou previsíveis? Em que medida é que o projeto levou a mudanças estruturais ou institucionais? Sustentabilidade Em que medida é que o projeto contribuiu para a capacidade e vontade dos grupos-alvo de sustentar os efeitos positivos do projeto ao longo do tempo? Em que medida é que o projeto contribuiu para reforçar a resiliência dos grupos-alvo? Para além dos criterios acima, a avaliação deverá considerar os temas transversais do doador, nomeadamente Gênero, Impacto ambiental e inclusão. Assim, a avaliação deverá responder, dentre outras, a perguntas como: (1) Qual é o efeito da intervenção avaliada sobre mulheres, homens e pessoas com deficiência, e (2) Até que ponto as atividades avaliadas contribuem para a proteção e preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Desenho Conceptual e Métodos de Avaliação O(A) avaliador(a) é livre de propor a abordagem metodológica que considerar mais adequada para responder às perguntas-chave, devendo fundamentar a sua proposta na metodologia submetida. A avaliação deve, em todo o caso, cumprir os seguintes requisitos mínimos: Requisitos Mínimos Obrigatórios Observância dos critérios de avaliação e dos padrões de qualidade do CAD da OCDE Adopção de uma abordagem metodológica mista (combinando métodos quantitativos e qualitativos) Garantia de triangulação de dados a partir de múltiplas fontes e métodos Incorporação de uma perspectiva de género em todas as fases da avaliação Respeito integral pelos princípios éticos e de protecção de dados, incluindo o princípio do não causar dano (“do no harm”), o consentimento livre e informado, e a protecção da identidade das beneficiárias Participação activa das partes interessadas relevantes no processo avaliativo Documentos a Considerar Convénio de Cooperação e todos os seus anexos (objectivos, indicadores, orçamento, etc). Documento de proposta de projecto aprovado pela BfdW e quadro de resultados vinculante. Relatórios narrativos e financeiros submetido aos doador. Outra documentação relevante do projecto Processo de Avaliação e Cronograma A avaliação não deve exceder 8 semanas (2 meses) a contar da data de assinatura do contrato. O cronograma indicativo abaixo pode ser ajustado pelo(a) avaliador(a) na proposta, desde que os prazos máximos sejam respeitados. Fase preparatória 1 a 11 de Outubro de 2026: submissão de candidaturas 12 a 24 de Outubro de 2026: avaliação das candidaturas e selecção da equipa de avaliadores 25 a 31 de Outubro de 2026: assinatura de contrato e realização da reunião inicial Fase da realização da avaliação 1 a 7 de Novembro de 2026: revisão da documentação do projecto; desenvolvimento e validação dos instrumentos e submissão do relatório inicial 8 a 25 de Novembro de 2026: colecta de dados em Inhambabne, Sofala e Maputo 25 de Novembro a 9 de Dezembro 2026: Tratamento e análise de dados quantitativos e qualitativos; triangulação; identificação de tendências e padrões. 10 de Dezembro de 2026: submissão do relatório preliminar 11 a 20 de Dezembro de 2026: recepção de comentários ao relatório preliminar 21 a 31 de Dezembro de 2026: submissão de (1) relatório final, (2) plano de accão e (3) apresentação dos principais achados numa reunião (presencial ou virtual) com a presença dos técnicos e representantes dos orgãos sociais da JustaPaz e do doador. Produtos Esperados O(A) avaliador(a) deverá entregar os seguintes produtos, em língua portuguesa: Relatório Inicial (Inception Report) A submeter no prazo máximo de 5 dias úteis após a assinatura do contrato. Deve incluir: compreensão do contexto e dos objectivos da avaliação; perguntas de avaliação priorizadas com justificação; metodologia detalhada com protocolo ético; plano de trabalho e cronograma detalhado; instrumentos de recolha de dados; e plano de amostragem. Requer aprovação da JustaPaz antes do início do trabalho de campo. Relatório Preliminar Rascunho completo do relatório final a submeter para comentários da JustaPaz e da BfdW. Relatório Final Documento completo incorporando todos os comentários. Requisitos formais: extensão máxima de 50 páginas (excluindo anexos); formato Word editável (docx) e PDF; língua portuguesa. Estrutura mínima do sumário executivo (máx. 5 páginas) contendo a introdução, metodologia, resultados, conclusões, recomendações hierarquizadas e lições aprendidas. O sumário executivo deve ser autónomo e adequado para divulgação independente. Plano de Acção de Resposta às Recomendações Documento separado em formato de tabela, com as recomendações da avaliação, a resposta da JustaPaz, as acções de implementação propostas, os responsáveis, os prazos e os indicadores de verificação. Uma vez acordado com a BfdW, este plano torna-se vinculante para a JustaPaz Apresentação dos Resultados Apresentação em PowerPoint dos principais resultados e recomendações para utilização em workshops de disseminação com a equipa da JustaPaz, parceiros e representantes da BfdW. Principais Qualificações dos(as) Avaliadores(as) A avaliação pode ser conduzida por um(a) avaliador(a) individual ou por uma pequena equipa. A constituição de uma equipa mista (com pelo menos uma mulher com experiência em género e VBG) é fortemente recomendada. O(A) consultor(a) líder deve reunir as seguintes qualificações: Qualificações Obrigatórias Independência absoluta em relação à JustaPaz e à BfdW – ausência de qualquer conflito de interesses, actual ou passado Formação académica superior em ciências sociais, governação ou áreas afins Experiência comprovada de pelo menos 5 anos na condução de avaliações de projectos de desenvolvimento financiados por doadores internacionais Conhecimento aprofundado dos critérios e dos padrões de avaliação do CAD da OCDE Proficiência em Português (língua de trabalho) Domínio de pelo menos uma língua local das províncias de intervenção ou disponibilidade para trabalhar com intérprete Conteúdo da Proposta a Submeter As propostas devem ser submetidas em formato digital (PDF e Word), em língua portuguesa, parajustapaz@justapaz.org.mzaté ao dia 11 de Outubro de 2026. Propostas incompletas ou submetidas fora do prazo serão excluídas. Proposta Técnica, constituída por Carta de apresentação (máx. 1 página) com declaração de independência e ausência de conflito de interesses Compreensão do contexto e dos objectivos da avaliação (máx. 3 páginas) Abordagem metodológica proposta, incluindo métodos de recolha de dados, amostragem e protocolo ético (máx. 5 páginas) Justificação da selecção de critérios CAD e das perguntas de avaliação a priorizar, com referência explícita ao projecto Cronograma de trabalho detalhado Composição da equipa avaliadora e papéis de cada membro Mínimo de 2 referências de avaliações similares realizadas nos últimos 5 anos (com contacto dos clientes para verificação) Proposta Financeira Orçamento detalhado por rubrica (honorários por consultor(a), logística, comunicações e outros) Currículos Curriculum vitae actualizado de todos os(as) consultores(as) envolvidos(as), com evidência das qualificações e experiências relevantes Critérios de Selecção e Adjudicação As propostas serão avaliadas com base nos seguintes critérios ponderados. Propostas que não atinjam a pontuação mínima em qualquer dos critérios serão excluídas antes da análise da proposta financeira. Qualificações e experiência do(a) consultor(a) líderPonderação: 25%Pontuação mínima e máxima: 20 / 25 Qualidade da proposta técnica (metodologia, plano de trabalho, instrumentos)Ponderação: 35%Pontuação mínima e máxima: 25 / 35 Experiência em avaliações de projectos similaresPonderação: 10%Pontuação mínima e máxima: 5 / 10 Proposta financeira (custo-eficácia dentro do limite máximo)Ponderação: 30%Pontuação mínima e máxima: 20 / 30 TOTALPonderação: 100%Pontuação mínima e máxima: 70 / 100 A JustaPaz reserva-se o direito de convidar os(as) candidatos(as) pré-selecionados(as) para uma entrevista de clarificação. A decisão final de adjudicação será comunicada por escrito. Navegação de artigos Vaga na AB InBev: Country Warehouse & Inventory Controls Manager – TizaMz Vagas na Canaã Prestige: Gestor/Consultor Comercial de Seguros – TizaMz